Torna-se cada vez mais evidente que a evolução não
é sequer uma boa teoria científica. Por exemplo, os
evolucionistas afirmam que a vida surgiu naturalmente a partir de
matéria inerte, mesmo sem existirem evidências a favor
da geração espontânea. A explicação
criacionista nesse particular é mais simples e também
mais adequada.
O evolucionismo não se apresenta nem como uma teoria,
nem como uma hipótese, mas como um dogma ou doutrina. Ele
não se enquadra corretamente na “ciência natural”,
mas sim no domínio da filosofia, por ser um postulado materialista.
Com o exame de seis requisitos, conclui-se que a teoria da evolução
falha naquilo que se deve exigir de qualquer postulado ou concepção
“científica”. Finalmente, embora nem o criacionismo
nem o evolucionismo sejam estritamente um conceito “científico”,
deve ser preferido o criacionismo devido a ser ele mais consistente
com o nosso conhecimento, e ser ao mesmo tempo baseado na Palavra
de Deus
As origens e os fatos científicos
No século passado, quando os pontos de vista de Darwin
conquistavam o mundo científico, eles indubitavelmente
tiveram o mérito de dar origem a pesquisas extensivas quanto
à variabilidade dos organismos vivos, e quanto a evidências
concretas relativas às variações.
Deve ser lamentado, entretanto, que muitos biologistas se tornaram
tão entusiasmados pela teoria que foram muito além
dos fatos concretos. Eles ligaram estes fatos com uma filosofia
materialista, indo muito além do horizonte puramente científico.
Dessa maneira, os pontos de vista evolucionistas cresceram para
se tornar uma doutrina todo abrangente.
Mas estaríamos completamente errados se chamássemos
tal doutrina de teoria científica. Qualquer teoria “científica”
deve ser baseada em fatos científicos, e não em
especulação. É dificilmente acreditável
que, por exemplo, Grassé (1) pudesse escrever: “Os
biologistas estão profundamente convencidos de que a evolução
é um fato inquestionável”.
A evolução, no senso lato, (isto é, descendência
de todos os organismos vivos a partir de ancestrais comuns, e
estes do mundo inorgânico) não é nem um fato
estabelecido completamente, nem mesmo uma conjectura baseada em
fatos. É uma conjectura baseada em pontos de vista filosóficos
materialistas, opostos aos anteriores pontos de vista criacionistas,
mas por si mesmos não mais “científicos”
do que eles.
Todo autor de livro-texto que tenta provar a doutrina da evolução
apresenta um grande número de fatos, todos eles relativos
a variações (isto é, mudanças dentro
das “espécies” bíblicas), mas nunca
provando a transformabilidade da “espécie”.
Esses fatos reais relativos a variações são
aceitos de coração pelo criacionista que, entretanto,
se reserva a si mesmo o direito de não extrapolar esses
fatos de maneira evolucionista, mas de interpretá-los de
maneira bíblica.
É muito compreensível que para muitos cientistas
o ponto de vista materialista da evolução possa
parecer muito mais lógico e aceitável. Um cientista
pode relutar em introduzir um “deus ex machina” no
seu campo científico, mas esse fato essencialmente nada
tem a ver com ser ou não correto esse ponto de vista. A
“verdade” jaz além do horizonte das ciências
naturais, num nível teológicos e torna-se conhecida
somente pela revelação, e não pela investigação.
É portanto incorreto acusar de serem “não
científicos” aqueles que acreditam que a criação
explica estes fatos científicos. Da mesma maneira poder-se-ia
dizer que são “não científicos”
aqueles que aceitam fatos científicos mas que também
acreditam na evolução, a qual por sua vez, não
é um fato científico. O evolucionismo compreende
tanto a explicação de certos fenômenos (processos
repetitivos), como a descrição de processos históricos
(não repetitivos, mas documentados). Ambos esses elementos
podem ser aceitos como “fatos” somente se os “processos
repetitivos” postulados tiverem sido observados ou reproduzidos
experimentalmente e somente se os acontecimentos supostamente
históricos tiverem sido suficientemente documentados. De
ambas as maneiras os evolucionistas têm falhado completamente,
enquanto os criacionistas acham confirmação dos
seus pontos de vista em muitos campos científicos, como
veremos.
Apesar disto, a maior parte dos cientistas acredita firmemente
na macroevolução, se não por outra razão,
por repudiarem a alternativa criacionista e supervalorizarem o
método científico natural. Um dos fundamentos deste
método é a unidade principal de tudo que varia.
Desta maneira, quando os fósseis apontam para a variabilidade,
isso deve ser entendido como “consangüinidade”,
pois de outra maneira a possibilidade de uma explicação
científica natural deixaria de existir [Van Melsen (2)
]. Eu acho que isto é uma grosseira supervalorização,
porque nós não estamos interessados precipuamente
num mais elegante método de raciocínio, mas sim
na verdade. De fato, existe a mesma possibilidade de se entender
a unidade dos organismos como devida a um projeto criativo comum,
implicando naturalmente um Criador, o que por outro lado não
deixa de ser também um raciocínio “elegante”.
Portanto compararei, primeiramente, de uma maneira tão
objetiva quanto possível, as abordagens criacionista e
evolucionista, como métodos “científicos”
do ponto de vista teórico, tentando depois mostrar que
mesmo para o cientista que não conhece a Palavra de Deus,
desde que não tenha ele preconceitos materialistas, deveria
ser evidente que a doutrina da evolução, ainda que
sendo uma filosofia interessante, não preenche nenhuma
das condições que uma hipótese científica
deveria razoavelmente satisfazer.
As origens e as hipóteses básicas
Uma objeção sempre levantada contra os criacionistas
é que eles a priori admitem a existência de um Deus
Criador, enquanto que a ciência natural pura alardeia não
ter hipóteses a priori, e ser sem preconceito e objetiva
[Van den Bergh (3) ]. Mas esse mesmo cientista admite (4) que
a invariabilidade dos fenômenos naturais é o fundamento
e a razão de ser da ciência natural. Mas tem essa
invariabilidade sido provada de uma maneira irrefutável?
Não, isso é impossível, pois ela é
por si mesma uma hipótese, a priori, ou uma premissa. É
um axioma de grande importância, realmente, mas não
deixa de ser somente uma hipótese.
Ainda mais, a hipótese da invariabilidade não é
tão evidente por si mesma como possa parecer, porque como
postulado excluiria de fato os milagres sobrenaturais. Entretanto,
os materialistas devem excluir a priori a existência de
Deus, pelo menos de um deus que intervenha na natureza. Isso significa
que tanto o criacionismo como o materialismo (evolucionismo) estão
fundados em hipóteses a priori, isto é, ou que Deus
existe ou que Deus não existe.
Alguns dizem, entretanto que é mais razoável negar
a existência daquilo que é não-observável,
do que admiti-lo. Dizem mais, ainda, que se tem razão de
ser esta premissa dos criacionistas, de que Deus existe e que
as suas obras são observáveis na natureza, ela deveria
satisfazer pelo menos duas exigências razoáveis:
(1) como hipótese, deveria ser verificável, e
(2) não deveria ser mais complicada do que o necessário
para explicar os fenômenos observados.
Quando estas exigências são aplicadas às
premissas do criacionismo discute-se que
(a) a existência de Deus não pode ser verificada
por experiências científicas, e os fatos não
podem mostrar conclusivamente que a natureza seja o trabalho das
mãos de Deus;
(b) não é necessário postular a existência
e a atividade de um Ser Supremo, porque todos os fenômenos
naturais podem ser explicáveis de uma maneira simples,
natural.
Portanto, a existência de Deus deveria ser excluída
do nosso pensamento natural científico.
Lógicas como possam parecer estas proposições,
elas não são válidas totalmente. O ponto
(a), por exemplo, simplesmente indica a limitação
da ciência natural, pois quem garante que a realidade observável
é a única e completa realidade? Se isto fosse considerado,
dever-se-ia criar uma terceira hipótese a priori da ciência
natural, para não mencionar ainda um quarto axioma necessário,
de que os nossos órgãos sensores e nossos métodos
de medida exprimem um quadro concordante da realidade total.
O ponto (b) é de fato um postulado muito útil ao
lidar-se com objetos e processos que podem ser observados e medidos
hoje em dia. O mesmo não acontece, entretanto, quando se
lida com fenômenos naturais que não são observáveis,
e que têm um caráter excepcional. O melhor exemplo
de tais exceções é a origem da vida na Terra.
Poder-se-ia dizer que este é um problema que não
se enquadra estritamente dentro da ciência natural. Isto
seria então um reconhecimento honesto das limitações
da ciência natural, porque a origem da vida é de
fato um fenômeno excepcional e único, inteiramente
afastado da nossa observação, enquanto que a observação
é supostamente o fundamento do método científico
natural.
Por outro lado, poder-se-ia dizer que a origem da vida é
um fenômeno natural e que o seu exame portanto cai dentro
do assunto “ciência natural”. Mas isto nos colocaria
diante de um dilema inevitável – por um lado deve-se
supor que a vida originou-se de matéria inanimada, e por
outro lado está-se convencido de que não existe
a “geração espontânea”!
Esse dilema não pode ser resolvido. Mesmo que um cientista
fosse capaz de criar a vida no laboratório, ele teria mostrado
somente como a vida poderia ter-se originado, mas do ponto de
vista da filosofia natural não estaríamos um milímetro
mais perto da resposta à pergunta de como a vida se originou
realmente.
Simplicidade de explicação
Quando se consideram as duas exigências que uma hipótese
deveria satisfazer, gostaríamos de perguntar:
(a) qual explicação é mais “simples”
de ser admitida – que a vida se originou por um ato criativo
sobrenatural único, ou que a vida originou-se por geração
espontânea, um processo no qual os cientistas na sua maior
parte não acreditam?
(b) como poderíamos verificar se a vida se originou por
criação ou por geração espontânea?
Este problema, pela sua natureza, não pode ser resolvido
cientificamente. No máximo poder-se-ia mostrar como a vida
poderia ter-se originado. Mas, mesmo assim, nada mais se poderia
fazer do que imitar o ambiente no qual se supõe essa origem
ter tido lugar, e esperar (talvez durante séculos) para
ver se a vida se originaria então naquele ambiente.
Na realidade, sabe-se muito bem que uma grande habilidade técnica
e um alto nível de inteligência seriam necessários
para produzir a vida num tubo de ensaio. Se o protoplasma vivo
pudesse algum dia ser sintetizado, então os cientistas
naturais teriam simplesmente demonstrado que a vida somente poderia
ter-se originado através da atividade de uma grande inteligência.
Pode-se concluir, portanto, dizendo que:
(a) a explicação mais simples pode ser a criacionista,
e devido às limitações da ciência natural
um cientista não tem o direito ou razão de rejeitar
esta explicação formalmente; e
(b) uma explicação de um fenômeno natural
pode ser correta, ainda que a verificação dentro
da estrutura da ciência natural possa ser impossível.
Isto mostra que o criacionismo cobre um domínio muito
maior do que o evolucionismo, porque investiga além do
natural, em direção ao sobrenatural – este
último não por imaginação, mas por
revelação.
Dogma evolucionista
Atenção estrita será dada agora ao caráter
científico do evolucionismo. No título deste artigo,
a evolução é chamada de “doutrina”,
e talvez seja esta a melhor maneira de descrevê-la, porque
ela é um dogma que é ensinado com um apelo à
credibilidade. Delfgaauw (5) discutiu o problema de chamar-se
o evolucionismo uma tese, uma hipótese ou uma teoria.
A evolução não pode ser uma tese, porque
uma tese deve ser provada, enquanto que a doutrina da evolução
é não-provada e também não-palpável.
No máximo poder-se-iam citar argumentos de probabilidade,
mas não se pode provar que um suposto processo histórico
que não está documentado tenha realmente tido lugar.
As supostas conseqüências da evolução
são documentadas, mas não o próprio processo
de evolução.
É a doutrina da evolução uma hipótese?
Uma hipótese serve para correlacionar certos fenômenos
observados, e de fato esta é também uma função
da doutrina da evolução. Mas há uma grande
diferença. Na ciência, as hipóteses têm
sempre uma existência temporária, desaparecendo tão
logo hipóteses mais satisfatórias sejam achadas.
Mas a doutrina da evolução não tem nenhuma
alternativa na ciência natural. Mesmo quando um grande volume
de dados é achado em contradição a esta doutrina,
ela tem permanecido, porque os materialistas nada têm em
substituição. Eles simplesmente recusam-se a olhar
além do seu campo visual, e sob certo ponto de vista estão
eles corretos, porque isto os faria metafísicos, filósofos
naturais ou mesmo teólogos.
Mas ao assim agirem, têm eles então o direito de
procurar uma explicação que, como eles mesmos admitem,
evidentemente não pode ser dada dentro da estrutura da
ciência natural? E quando eles dão uma explicação,
pode ela possivelmente ser algo mais também do que uma
filosofia, apesar de má filosofia? Delfgaauw reconhece
isto de alguma maneira. Ele mostra que a doutrina da evolução
não pode ser uma hipótese, porque não pode
ser substituída por uma outra hipótese. Portanto,
ela também não é uma teoria, porque uma teoria
é uma maneira de pensar (a respeito de algum campo da ciência)
que também deveria ser substituível por uma outra,
o que para o materialista é impossível.
Portanto, Delfgaauw conclui que a doutrina da evolução
é um “postulado”, isto é, uma exigência
feita ao raciocínio, de tal maneira que, desejando-se pensar
a respeito de um certo domínio da realidade, dever-se-ia
pensar de acordo com esta exigência ou dever-se-ia não
pensar. Este é um ponto de vista honesto mas muito característico
de um materialista; simplesmente recusar-se a pensar de uma outra
maneira, a não ser que seja aquela maneira do materialismo.
Mas o materialismo nada mais é do que uma espécie
de filosofia, e por que não se deveria também ter
o direito de aceitar outra filosofia, como por exemplo, o criacionismo?
Quando se reconhece que o evolucionismo não se enquadra
estritamente dentro da “ciência natural”, está-se
apto a reconhecer muitos aspectos em que o evolucionismo se torna
realmente não científico. Tem sido notado que a
doutrina da evolução não oferece alternativa
dentro da ciência natural. Portanto, ela é um postulado
materialista. Mas é este um postulado “científico”?
Um postulado verdadeiramente científico deve satisfazer
estes seis critérios:
(1) Deve estar em acordo com as principais leis da ciência
natural e da matemática.
(2) Não deve ser mais complicado do que o necessário
para a explicação dos fenômenos observados.
(3) Deve dar origem a conclusões que possam ser controladas
por observações posteriores (experimentais).
(4) Não se devem conhecer dados que não se enquadrem
dentro do postulado.
(5) É aceitável somente se hipóteses alternativas
se tenham mostrado erradas ou menos satisfatórias.
(6) A sua confiabilidade é inversamente proporcional ao
número de postulados não provados nos quais ele
está fundamentado.
Como satisfaz a doutrina da evolução estas exigências?
Vejamos ponto por ponto.
(1) Um postulado científico deve estar de acordo
com as principais leis da matemática e da ciência
natural.
A evolução mostra uma dolorosa falta de coordenação
entre os vários campos das ciências exatas. É
um bem conhecido fenômeno que cada cientista sente as dificuldades
da doutrina da evolução no seu próprio campo,
mas imagina que a doutrina esteja suficientemente apoiada em outros
campos. Nesse sentido, todo biologista deveria saber que a doutrina
está em contradição com os princípios
fundamentais da matemática, da física e da geologia.
Matemática - Em 1966 foi realizado (6) um simpósio
de matemáticos e biologistas para discutir a incompatibilidade
estatística existente entre a singularidade e a complexidade
do gene e a teoria da seleção natural de mutações
aleatórias. Parece que os matemáticos não
entendiam os biologistas e vice-versa. Concordo com Salisbury
(7) que somente os doutores M. Eden e M. P. Schützenberger
realmente pareciam compreender o problema. Esses dois homens concordaram
em que a origem e o desenvolvimento da vida, do ponto de vista
evolucionista, eram altamente improváveis!
Física - A mesma discrepância é sentida entre
a Física e a Biologia. Os físicos descobriram, como
uma das principais leis do universo, a Segunda Lei da Termodinâmica.
Eles asseveram que num sistema fechado (isto é, um sistema
no qual é impossível a troca de energia com o ambiente),
a entropia (isto é, a tendência para converter a
energia cinética em calor) tende a aumentar. Sabe-se que
esta lei tem validez universal, pois ela explica a tendência
do universo para um nível mais baixo de ordem e organização.
Isto é evidenciado pelo “envelhecimento” do
universo e pela desintegração de estrelas complexas
e dos metais radioativos.
Isto está em contraste gritante com um outro princípio
(a evolução) inventado pelos biologistas, que por
sua vez implica numa tendência do universo para um mais
alto nível de ordem e organização. Ninguém
ainda resolveu satisfatoriamente esta discrepância. De fato,
tem sido objetado que a lei da entropia é somente válida
para um sistema fechado enquanto que num sistema aberto (como
a Terra) a entropia poderia temporariamente decrescer. Mas em
primeiro lugar não há razão alguma para não
se considerar o universo como um sistema fechado. Em segundo lugar,
o mencionado decréscimo, na realidade, é somente
temporário e não pode ser levado em conta para o
estabelecimento de um princípio de tão (suposta)
geral validez em todo o universo, como é o princípio
da evolução.
Bok (8) tentou resolver este problema da origem da vida supondo
que os organismos superiores tivessem um mais elevado grau de
entropia (isto é, um nível mais baixo de energia)
do que os organismos inferiores e a matéria inerte. Dessa
maneira tentou harmonizar a evolução com a entropia,
dizendo que a entropia leva à origem de maiores macromoléculas,
porque estas têm um nível de energia mais baixo;
portanto a origem da vida teria sido inevitável. Mas isso
assimila as maiores macromoléculas aos organismos vivos
– um ponto de vista que não leva em conta a compreensão
da extremamente alta especificidade das células vivas.
A entropia é um princípio básico, que envolve
tão somente a desorganização da natureza,
e não um avanço evolucionista. O aumento e o armazenamento
da energia é sempre temporário e muitas vezes cíclico
(por exemplo, na ontogênese e no envelhecimento do corpo
humano) e termina sempre em colapso, decaimento e morte. Observamos
também isto em Biologia: a herança genética
está sujeita a mutações, mas estas são
quase sempre deletérias ao organismo, e levam a uma mais
baixa viabilidade e fertilidade, Da mesma maneira, as formas cultivadas
sempre involuem para o seu estado natural originário quando
são deixadas a si mesmas. A suposta história evolucionista
do homem é uma grande prova de degeneração,
e não de evolução; os restos humanos mais
antigos conhecidos (achados em Calaveras e Castenedolo) são
inteiramente semelhantes ao homem de hoje.
Geologia - Uma terceira área de discrepância é
conhecida, entre a Geologia e o evolucionismo. Quando o principio
de uniformidade de Lyell é compreendido somente como expressão
da validez geral das leis naturais, nada está errado. Mas
quando ele se contrapõe à teoria do catastrofismo
(Cuvier) como era intenção de Lyell, devemos tomar
cuidado.
Admite-se que todos os estratos geológicos devem ter-se
originado por inundações, e que talvez todos os
fósseis devam a sua origem a uma catástrofe. Sob
condições normais não surgem fósseis.
O que são as épocas glaciais senão uma espécie
de cataclismo? Surgiram os cemitérios de mamutes na Sibéria
e os peixes e moluscos nos Alpes sob condições de
“uniformidade”? E como se pode explicar a seqüência
inversa dos estratos geológicos ao longo de milhares de
quilômetros quadrados (por exemplo, em Montana, no Canadá,
e em outros lugares)?
O princípio da uniformidade é a base fundamental
de todos os métodos de datação; mas é
ele um método fidedigno? Sabe-se que a velocidade de sedimentação
é muito variável. E quanto aos métodos radioativos,
como se pode saber se o chumbo numa formação rochosa
é ou inteiramente radiogênico ou parcialmente primordial?
Como se pode mostrar que a radiação cósmica
foi sempre uniforme? Isso obviamente não pode ser verdadeiro
sob o próprio ponto de vista evolucionista, que supõe
como necessárias para a origem da vida condições
atmosféricas completamente diferentes das atuais. Sinais
de vegetação polar luxuriante em épocas remotas
apontam para condições atmosféricas diferentes,
ao mesmo tempo em que erupções vulcânicas
também sabidamente alteram consideravelmente essas condições.
Todas essas alterações influenciam as radiações
cósmicas e confundem as nossas datações das
rochas.
(2) Um postulado científico não deve ser
mais complicado do que o necessário para a explicação
dos fenômenos observados.
Esta exigência nos lembra das muitas hipóteses auxiliares
que têm sido introduzidas na geologia, taxonomia, genética,
paleontologia, etc., para tornar a doutrina da evolução
mais aceitável.
O geólogo, por exemplo, vê-se a braços com
os seguintes problemas:
(a) Em Montana, uma seqüência invertida dos estratos
geológicos é achada ao longo de milhares de quilômetros
quadrados, sem nenhum sinal de um cataclismo; como isto pode ser
explicado?
(b) Em nenhum lugar, mais do que dois ou três “períodos”
geológicos são encontrados um acima do outro. Afirma-se
que a coluna geológica completa compreende uma profundidade
de cerca de 150 quilômetros enquanto que os estratos geológicos
raramente têm uma profundidade de mais do que 800 metros.
(c) Não há uma única prova independente de
que o Devoniano, por exemplo, de fato ocorreu em lugares diferentes
ao mesmo tempo.
(d) Em nenhum local se apresenta em estratos a origem evolucionista
de qualquer espécie de animal ou de planta.
(e) Tem sido publicamente admitido que a noção dos
fósseis índices é baseada num ciclo vicioso:
eles indicam a idade de uma rocha na qual são achados,
enquanto que eles mesmos são datados através da
suposta idade da rocha à qual pertencem. Podem todos estes
problemas ser resolvidos ou há possivelmente algo errado
com a coluna geológica?
O taxonomista também conhece o seu dilema próprio.
Seu sistema taxonômico tem-se tornado interessante porque
refletiria a evolução dos organismos vivos, entretanto,
ao mesmo tempo em que ele tem de admitir que todos os organismos
constantes do seu sistema estão ainda vivos, deve também
admitir que eles não descenderam uns dos outros, mas sim
de supostos ancestrais comuns. Portanto, ele tem de introduzir
uma hipótese auxiliar para explicar porque muitas formas
primitivas permaneceram mais ou menos imutáveis, enquanto
que outras sofreram uma evolução rápida e
drástica.
O geneticista evolucionista deve fugir dos seguintes fatos estabelecidos:
(a) As espécies não se transformam;
(b) Quase todas as mutações não são
benéficas;
(c) A produção de órgãos e organismos
especializados através da seleção natural
de mutações aleatórias é inaceitável
estatisticamente.
O evolucionista pode vencer estes obstáculos existentes
para a doutrina da evolução somente através
de hipóteses auxiliares não provadas e não
prováveis.
Tais hipóteses são também necessárias
ao paleontologista para evitar os seus problemas evolucionistas,
tais como:
(a) Por que não existem formas intermediárias e
transicionais?
(b) Por que não são conhecidos órgãos
nascentes?
(c) Por que são os fósseis tão descontínuos
quanto às formas atuais?
(d) Por que dificilmente existe (se existir) um fóssil
no Pré-cambriano? (ainda que 3/4 da suposta história
da vida deva ter-se desenvolvido antes do Cambriano!)
(e) De onde provieram os enormes cemitérios de animais?
(f) De onde provieram todos aqueles filos invertebrados no Cambriano
de maneira tão repentina? Qual foi a origem dos mamíferos
no Terciário? De onde surgiram repentinamente as Angiospermas?
(g) Como é possível que espécies que de acordo
com a teoria são separadas por intervalos de milhões
de anos com relação ao seu período de existência
sejam, não obstante, achadas algumas vezes juntas na mesma
rocha [tais como as supostas impressões de Homo e Dinosauros
no rio Paluxy (Texas) o os crânios Wadjak encontrados por
Dubois no mesmo estrato que o Pithecanthropus, etc.]?
(3) Um postulado científico deve dar origem a
conclusões que possam ser controladas por observações
(experimentais) posteriores.
Menciono agora outros aspectos da abordagem experimental nos
quais a doutrina tem falhado. Experiências ecológicas
e de cruzamento têm mostrado que nenhuma variação
transgride os limites das espécies. As mutações
podem ser vantajosas num ambiente muito específico, mas
são quase sempre degenerativas. Híbridos selecionados
retornam aos seus tipos ancestrais após livre cruzamento.
Formas cultivadas retornam ao seu estado original.
Um grande problema para o evolucionista é também
que não se encontrou até agora macromutação
de espécie alguma com um alto valor seletivo. Também
a mutação ocorrendo em genes existentes não
acarreta a origem de novos genes. Adaptação conduz
a variação e não a transformação.
A seleção natural tende a eliminar as mutações
e não a favorecê-las, e seleção natural
sem nenhuma conseqüência evolutiva tem sido observada
somente onde o homem criou drasticamente novas condições,
com uma pressão seletiva muito grande.
Mutações espontâneas nunca podem ser a causa
da origem de órgãos complicados ou organismos especializados.
Além disso, órgãos complicados são
úteis somente se forem completos e desta maneira as formas
intermediárias seriam eliminadas obviamente (órgãos
nascentes nunca foram encontrados). As mesmas mutações
surgem muitas vezes na história das espécies, e
desaparecem tão freqüentemente quanto surgem, fazendo
com que as espécies oscilem em torno do tipo original.
Esses pontos são alguns dos resultados da abordagem experimental,
mas de maneira alguma confirmam o conceito de macroevolução.
(4) Não devem ser conhecidos dados que estejam
fundamentalmente em desacordo com o postulado.
De fato, muitos dos problemas resumidos nas seções
anteriores são contradições apresentadas
à teoria da evolução. Muitos outros poderiam
ser acrescentados:
(a) A lei da recapitulação (dizendo que o desenvolvimento
embriológico de um organismo recapitula a sua filogenia),
anteriormente um pilar da doutrina evolucionista, mostrou-se ser
nada mais do que uma fraude de Haeckel.
(b) As funções de quase todos os assim chamados
“órgãos vestigiais” gradualmente se
têm tornado conhecidas, de tal maneira que estes órgãos
perderam o seu valor como “provas” para a evolução;
além disso, a sua existência pode ser interpretada
como uma evidência de regressão (degeneração)
e não de evolução.
(c) A história da vida de espécies diversas exibe
degeneração, e não evolução.
O homem é o melhor exemplo disso, pois as formas mais antigas
são semelhantes ao homem contemporâneo, mas intermediariamente
muitos tipos degenerativos surgiram tais como o homem de Neanderthal.
(d) A origem dos protozoários ou insetos antes dos seus
predadores é impossível. Num curto período
de tempo eles teriam coberto todos os centímetros quadrados
da superfície da Terra com uma grossa camada de organismos.
Esse problema do equilíbrio natural é mui freqüentemente
desprezado; por exemplo, os vírus (as mais simples formas
“vivas”) não poderiam ter surgido antes dos
organismos superiores dos quais eles são parasitas. Considerem-se
as muitas plantas e animais que são completamente dependentes
uns dos outros e pense-se nos ciclos alimentares naturais e nos
ciclos químicos, e então se pergunte: como veio
tudo isto a existir?
(e) A paleobotânica é de fato um grande problema
para o evolucionista, que vê formas complexas freqüentemente
aparecendo anteriormente às assim chamadas formas mais
simples, sem sinal algum de ancestrais, achando também
freqüentemente aspectos supostamente “superiores”
e “inferiores” na mesma planta. Além disso,
conhecem-se muitas formas modernas que são (praticamente)
idênticas a espécimes fósseis antigos (algumas
vezes mesmo grandes intervalos de tempo são encontrados
entre grupos supostamente relacionados entre si). Por outro lado,
têm sido descobertas algumas das características
anatômicas que caracterizaram um grupo particular, existindo
também em supostos grupos não-relacionados. A filogenia
completa das angiospermas de fato é um grande mistério.(9)
(f) A suposta evolução do homem é contrária
aos dados arqueológicos e históricos. Se a humanidade
realmente é tão antiga quanto se julga, por que
nunca produziu ela antes uma civilização peculiar?
Como é possível que a civilização
tivesse sido organizada tão subitamente no Oriente Próximo,
somente cerca de 6000 anos atrás, e que esta civilização
desde então não se tenha tornado cada vez mais civilizada?
O centro da civilização simplesmente se deslocou
gradualmente em direção ao oeste.
(5) Um postulado científico é aceitável
suficientemente somente se hipóteses alternativas tenham-se
mostrado erradas ou menos aceitáveis.
Poderíamos sugerir duas alternativas para o evolucionismo:
o evolucionismo teísta (“Deus criou através
do processo de evolução”) e o criacionismo
estrito. O evolucionismo teísta (10) é uma fraca
tentativa de conciliar o evolucionismo com a Bíblia. A
macroevolução por ele definida é um sistema
fechado no qual Deus não é necessário.
Os evolucionistas teístas confundem a criação
com a Providência, fazendo Deus prisioneiro dos processos
naturais. Ele criou porque esses processos ocorreram por si mesmos.
Uma aceitação estrita do evolucionismo torna a fé
em Deus, o reconhecimento do pecado, e a redenção,
desnecessárias, como Huxley freqüentemente tem triunfantemente
mencionado. Os evolucionistas teístas têm-se rendido
a esta doutrina, aparentemente sem calcular as suas conseqüências.
Somente um criacionismo fundamentalista pode ser uma séria
alternativa ao evolucionismo. Mas somente poucas pessoas sabem
que os criacionistas de fato podem dar explicações
tão ou ainda mais aceitáveis para muitos fenômenos
naturais do que os evolucionistas. Em muitas disciplinas, supostas
“provas” da evolução têm sido
apresentadas. Estas são geralmente baseadas em círculos
viciosos. Se se supõe a teoria da evolução
como verdadeira, certos fenômenos tornam-se compreensíveis,
e são então apresentados como argumentos para a
evolução.
Mas na realidade esses fenômenos não são
argumentos que vêm favorecer a evolução porque
também se tornam compreensíveis quando se admite
a criação. Por exemplo, as correspondências
morfológicas entre os organismos pode ser compreendida
como resultante de uma ascendência comum, mas também
pode ser compreendida como um planejamento comum feito pelo Criador.
Um plano tipológico comum, por exemplo, pode ser muito
útil para uma maneira de vida semelhante, e essa poderia
muito bem ser a razão pela qual Deus criou muitos animais
de acordo com um planejamento semelhante. Além disso, a
teoria da ascendência comum não é consistente,
pois freqüentemente supõe “convergências”
suspeitas, que são melhor compreendidas através
da existência de um Criador comum, do que através
da evolução (por exemplo, Mamíferos em contraposição
aos Marsupiais; o olho dos Vertebrados em contraposição
ao olho dos Cefalópodes).
O mesmo acontece em taxonomia: o sistema taxonômico pode
apontar tanto a uma descendência comum como a um planejamento
comum. Como cientista, prefiro a última possibilidade,
porque se a evolução tivesse
existido, eu não poderia explicar as separações
bastante distintas entre as espécies. Na hipótese
de evolução, esperaria uma transição
muito menos descontínua entre as espécies, e também
não saberia explicar como os organismos inferiores poderiam
ter evoluído de ancestrais mais antigos sem nenhuma alteração
importante, enquanto que os organismos superiores teriam evoluído
dos mesmos ancestrais sofrendo muitas alterações.
De fato, o sistema taxonômico não tem nada a ver
com um suposto pedigree.
O mesmo é verdadeiro com relação aos assim
chamados órgãos vestigiais, se realmente existir
algum. Eles poderiam apontar ou para uma ascendência comum
ou para um planejamento criativo comum. Aqui, novamente, prefiro
a última hipótese, porque os órgãos
vestigiais, se na realidade são mesmo “vestigiais”,
entendem-se facilmente como degeneração e não
como evolução, sendo classificados como desvios
posteriores relativos ao planejamento criativo.
O dilúvio bíblico pode também ser responsável
por muitas das chamadas “provas” da evolução.
A Paleontologia e a Geologia ou nos ensinam a história
da vida, ou a deposição de sedimentos e organismos
durante o dilúvio. Seria suficiente referir-se aqui ao
trabalho de Morris e Whitcomb (11) que mostram que os argumentos
apresentados para a coluna geológica são muito fracos
para sustentá-la. Mas todos estes argumentos, por outro
lado são facilmente compreendidos, aceitando-se a criação
e o dilúvio. Também a distribuição
geográfica dos organismos pode muito bem ser explicada
como tendo acontecido após o dilúvio. Não
é meu objetivo resumir extensivamente todas as evidências
existentes para a criação. Estou simplesmente tentando
responder se o evolucionismo, como doutrina, é cientificamente
mais aceitável do que o criacionismo. Nesse ponto, a genética
tem ajudado os criacionistas, porque tem mostrado nada mais do
que o fato de as espécies serem variáveis mas não
transformáveis.
(6) A confiabilidade de um postulado científico
é inversamente proporcional ao número de postulados
não provados no qual ele se baseia.
Isto é mais uma característica do que uma exigência
para um postulado científico. Mas o importante é
que, quando os fundamentos não provados de um postulado
científico são muito numerosos, pode-se duvidar
se realmente aquele postulado merece ser chamado de “científico”.
Para crer na evolução é necessário
basear-se num grande número de indicações
provenientes de várias disciplinas, que podem ser interpretadas
como apoiando o ponto de vista evolucionista, mas que igualmente
bem, ou mesmo até melhor, podem ser compreendidas sob o
ponto de vista criacionista.
Mas é também necessário para os evolucionistas
aceitar um grande número de premissas que são muito
essenciais para os seus pontos de vistas, as quais não
são provadas, para as quais dificilmente há qualquer
evidência, e que muitas vezes são completamente improváveis.
No século passado isto não era um problema porque
os defensores do evolucionismo tinham a firme convicção
de que a evidência necessária para as suas suposições
seria mais cedo ou mais tarde certamente obtida.
Entretanto, os pilares do evolucionismo não puderam ser
sustentados durante os últimos cem anos, mas foram, sim,
enfraquecidos de uma maneira contínua devido às
novas evidências. Neste sentido o evolucionismo nada mais
é do que um interessante anacronismo. Ele se adaptava a
uma época em que se acreditava na “geração
espontânea” enquanto que hoje se sente ser um dilema
acreditar numa geração espontânea que não
pode ocorrer. Naquela época também a teoria da uniformidade
de Lyell podia ser considerada a par com as teorias catastróficas,
enquanto que hoje em dia sabe-se que os geólogos nada mais
fazem do que estudar cataclismos.
A evolução surgiu numa época em que 3/4
da sugerida história da vida estavam completamente faltando
nos registros fósseis, porque teriam tido lugar antes do
Cambriano, e os estudiosos acreditavam que o Pré-cambriano
apresentaria uma grande quantidade de fósseis que viriam
ilustrar esta parte que então faltava. Mas mesmo ainda
hoje dificilmente existe um único fóssil Pré-cambriano
fidedigno. Isso significa que, porque todos os fila dos Invertebrados
estão representados no Cambriano, os evolucionistas têm
de aceitar na base da fé, sem nenhuma evidência,
que todos os vírus, bactérias, plantas e animais
são realmente inter-relacionados. Em segundo lugar, eles
devem asseverar que os Metazoa se originaram dos Protozoa (o que
também é dificilmente aceitável). Em terceiro
lugar eles devem acreditar que os fila dos Invertebrados são
inter-relacionados e que os Vertebrados descendem dos Invertebrados.
Os evolucionistas baseiam os seus pontos de vista na fé,
e assim não têm o direito de reprovar os criacionistas
pela sua crença num Criador. Não é preciso
aceitar-se o evolucionismo teísta também, porque
não se está convencido de maneira completa que os
estratos geológicos representem vastos períodos
geológicos. É um fato estabelecido que cada rocha
conhecida (desde o Cambriano até o Quaternário)
tem sido achada superposta diretamente ao Pré-cambriano.
Em nenhum lugar tem-se achado um trecho representativo da suposta
coluna geológica, enquanto que em muitos lugares os estratos
são dispostos numa seqüência reversa, sem nenhum
traço de cataclismo secundário.
Desta maneira poder-se-ia prosseguir mencionando muitas asserções
evolucionistas infundadas, que não têm encontrado
apoio no último século, Não admira, portanto,
que especialmente cientistas jovens levantem questões e
tenham dúvidas quanto à validez do evolucionismo.
Seria irreal, entretanto esperar que finalmente o evolucionismo
fosse rejeitado. Enquanto a maior parte dos cientistas se recusar
a aceitar que há uma alternativa apresentada pela Palavra
de Deus, apegar-se-ão a sua doutrina inaceitável
e refutada, por eles mantida como a sua fé - a sua própria
religião.
Conclusão
Dois pontos foram ressaltados:
• Primeiro, que é errado dizer que o evolucionismo
é mais “científico” do que o criacionismo,
em meras bases lógicas e filosóficas. De um ponto
de vista objetivo, sem preconceitos, ambos são alternativas
equivalentes.
• Em segundo lugar, entretanto, em bases científicas
naturais o evolucionismo não satisfaz nenhuma das exigências
que seriam feitas a seu respeito.
Quanto aos fatos conhecidos até o presente deve ser claro
que o criacionismo deveria levar vantagem como sendo mais consentâneo
com o nosso conhecimento da natureza. De fato, a fé Cristã
realmente não precisa de provas científicas para
sua consistência, mas por outro lado é importante
reconhecer que o criacionismo não é baseado numa
fé cega, desprezando a evidência indiscutível.
Realmente, os seus fundamentos, do ponto de vista científico,
são melhores e mais firmes do que aqueles do materialismo.
Para aqueles que acreditam que todas as palavras da Escritura
são a infalível Palavra de Deus, isto não
causa surpresa.
Bibliografia
(1) Grassé. P. P. 1966. L´évolution, faits,
expériences, théories (in) Biologie générale.
Ed. P. P. Grassé et al. Masson et Cie., Paris, p. 959.
(2) Van Melsen, A. G. M. 1968. Evolutie en Wijsbegeerte. Het
Spectrum, Utrecht. p. 94.
(3) Van den Bergh, S. G. 1969. Inaugural Address. Utrecht, pp.
5, 6.
(4) Loc. cit., p. 6.
(5) Delfgaauw, B. 1967. Evolutie en Filosofie (in) Evolutie en
de Filosofie, de Biologie, de Kosmos. Het Spectrum, Utrecht, pp.
12-23.
(6) Moorhead, P. S. and M. M. Kaplan, Editors. 1967. Mathematical
challenges to the neo-Darwinian interpretation of evolution. Wistar
Inst. Press, Philadelphia.
(7) Salisbury, F. B. 1969. Natural selection and the complexity
of the gene, Nature, 224:342-343. Este é um interessante
artigo sobre o assunto.
(8) Bok, S. T. 1963. Het ontstaan van het leven. Het Spectrum,
Utrecht.
(9) Howe, G. F. 1964. Paleobotanical evidences for a philosophy
of creationism, Creation Research Society Annual, pp. 24-29,
(10) Ver, por exemplo, recentemente: Lever, J. 1969. Waar blijven
we? J. H. Kok N. V., Kampen.
(11) Morris, H. M. and J. C. Whitcomb, Jr. 1961. The Genesis
flood. Presbyterian and Reformed Publishing, Philadelphia.
Artigo publicado no primeiro número da FOLHA CRIACIONISTA
Para maiores informações sobre o CRIACIONISMO
acesse a página oficial da Sociedade Criacionista Brasileira
na internet – www.scb.org.br
Fonte: www.scb.org.br
Autor: Willem J. Ouweneel - Pesquisador Associado em
Genética Experimental em Utrecht, Holanda, com Ph.D. na
Faculdade de Matemática e Ciências Naturais.
Link Relacionado: www.scb.org.br