Pensando na mulher pós-moderna, veio-me à memória
uma antiga canção de Ataulfo Alves que diz assim:
“Ai meu Deus que saudade da Amélia.
Aquilo sim é que era mulher.
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer.
E quando me via contrariado,
Dizia benzinho, que se há de fazer?
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia que era mulher de verdade”
E, então, eu me pergunto:- Onde estão as Amélias?
Aquelas que sonhavam com o casamento, planejavam formar família
e cuidar dela? Aquelas que casavam para permanecerem casadas
custasse o que custasse? Que entendiam que o casamento é
uma aliança e, se é aliança, tem que ser
eterno e não um mero contrato temporário que se
desfaz a qualquer hora diante do menor desentendimento?
Para elas, as lutas só solidificavam a união porque
não existia a palavra separação no dicionário
delas.
As Amélias masculinizaram-se na revolução
industrial, libertaram-se pelas pílulas anticoncepcionais,
esconderam-se nos escritórios burocráticos, apareceram
sem roupas nos “outdoors”, dissimularam-se nas cirurgias
plásticas e se vingaram dos homens prostituindo-se mais
que eles, esquecendo do amor e entregando-se ao sexo pelo sexo.
Na Suécia, as moças estão brigando pelo
direito de freqüentar piscina com o peito nu, como os rapazes.
Em todo o mundo, elas lutam pela legalização do
aborto e por direitos (e deveres) trabalhistas semelhantes aos
dos homens.
E, quando alcançam tudo isto, ficam frustradas ao se
sentirem desvalorizadas e usadas por esses homens que agora
gostam de vê-las trabalhando, assumindo as despesas e
livrando-se dos filhos indesejados, deixando para eles apenas
a parte interessante da carnalidade, desvinculando-a de suas
conseqüências.
Os homens, hoje, estão começando a se interessar
por atividades que as mulheres abandonaram. Cuidam dos filhos
e curtem momentos “gourmet” com os amigos. Descobriram
que trocar de papel com a mulher é muito bom.
O mundo está perdendo com o desaparecimento das mulheres.
As crianças estão abandonadas nas mãos
de estranhos ou de creches. Os maridos andam abatidos e preocupados
e, muitas vezes, sem paz para trabalhar. Alguns homens estão
até mesmo desviando-se de suas personalidades, chegando
ao cúmulo de não mais fazerem distinção
entre homem e mulher, entregando-se a paixões infames
e a torpezas em seus relacionamentos sexuais.
É uma pena que essa geração de mulheres
ainda não tenha percebido como é bom ter tempo
de qualidade com os filhos, levando-os e buscando-os na escola;
fazendo bolo à tarde, tomando café com as amigas,
enquanto descansa dos afazeres com as crianças; e ter
um tempo maior para dedicar-se às coisas espirituais
e eternas como as reuniões de oração, leitura
da Palavra e a comunhão com o povo de Deus, orando pela
prosperidade do marido como provedor da casa. “A Adão
disse: em fadigas obterás da terra o sustento durante
os dias de tua vida…No suor do teu rosto comerás
o teu pão…” ( Gen 3:17-19).
Ë uma pena que a mulher de hoje tenha saído de sua
posição de mulher para enfrentar uma luta desigual,
covarde e injusta com o homem no campo de batalha dele. Essa
guerra que o mundo coloca, não existe, porque a mulher
não é competidora do homem mas uma aliada dele.
“Far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”
(Gen. 2.18).
Estão desaparecendo as mulheres-mãe, as mulheres-Amélia,
as Santas mulheres e as mulheres-Maria, como aquela que disse:
“A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito
se alegra em Deus meu salvador” (Luc. 1: 46,47).
Mulheres de Deus não nos deixem levar pelos modelos deste
século. Lutemos para fazer diferença em meio a
esta multidão enlouquecida. Voltemos às veredas
antigas. Que a dignidade e a honra sejam os nossos vestidos.
Que sejamos chamadas ditosas. Retornemos aos dons e talentos
dados por Deus e não nos deixemos influenciar por uma
mídia atéia, perniciosa que não conhece
os padrões perfeitos do nosso Deus.
Voltemos a ser “Amélia - a mulher de verdade”
tão cantada por Ataulfo e tão almejada pelos nossos
maridos. Voltemos a ser simplesmente Mulheres.
Fonte: www.verboeterno.wordpress.com/2008/05/27/mulher-de-verdade/
Autor: Rosângela Brito de Oliveira Lima
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