João há 12 anos sai de casa 4:30 da manhã
de segunda à sexta, viaja uma hora e meia para ir e uma
hora e meia para voltar. Tem dois filhos e ama muito sua esposa.
Tem trabalho árduo. Enfrenta trânsito complicado,
passa por bairros perigosos, expõe-se à chuva,
frio, sol, calor demais, poluição, vento. Faz
isto cada dia porque precisa e gosta de trabalhar e porque ama
sua esposa e filhos. Isto é amor do homem.
O jeito romântico de amar do homem não é
como o das mulheres. O amor que o homem demonstra é mais
prático. E é amor. Quando ele sai alegre com os
filhos para passear, isto é amor. Ao trazer uma fruta
que só a esposa gosta, isto é amor. Quando deixa
de comprar algo para si para comprar para os filhos ou para
ela, isto é amor. Quando não demonstra amor sentimental
pela esposa não quer dizer que não a ama. Quer
dizer que ele não sabe como fazer isto. Ainda. Mas pode
aprender. Esta esposa não deveria concluir em sua mente
que ele não a ama por não manifestar romance por
palavras.
Ninguém mais importante do que a esposa para elogiar
o trabalho que o marido faz de uma maneira que o satisfaça
plenamente. Quando uma esposa faz isto é muito provável
que ele, valorizado por ela, tenha mais prazer na presença
dela e se dedique mais a ela.
Esposas costumam não elogiar o trabalho do marido porque
crêem que se o fizerem eles irão dedicar-se mais
ainda ao trabalho e a deixarão de lado. Alguns poderão
fazer isto sim. Mas provavelmente são os que já
fazem isto, mesmo sem elogios da esposa. Estes precisam compreender
a falta que a esposa sente da companhia deles. E precisam aprender
a abrir mão do seu egoísmo e idolatria do trabalho
(ou de si mesmos?).
Quando um homem casado não é valorizado pela
esposa que ele ama porque ela não compreende a importância
do trabalho dele ou não entende a responsabilidade que
ele tem, ou se compreende e entende não elogia mesmo
assim, a tendência deste homem é voltar-se mais
para o trabalho porque isto pode ser uma defesa pela frustração
de não ter da esposa o amor que ele esperava receber
dela através de valorização do seu lado
profissional. Ela pode pensar e crer que amor é só
em nível romântico. Romance num casal é
um dos tipos de manifestação e prática
do amor humano conjugal. Romance não é o todo.
É uma parte. E nessa parte os homens não são
“profissionais”. Mas isto não é o
mesmo que dizer que homens não sabem amar. Eles sabem
amar de uma maneira diferente e podem aprender a amar de outra
maneira, ou seja, de uma maneira que possa preencher algumas
outras necessidades femininas.
Mas a pergunta aqui nesse texto de reflexão é:
É possível mulheres aprenderem a amar de uma maneira
prática que envolve elogiar e valorizar seu marido pelo
que ele faz profissionalmente? Ou elas só vão
fazer isto quando eles forem românticos com elas?
A felicidade da esposa depende muito de como ela trata seu
marido. Se ela o respeita, dá apoio moral, elogia seus
esforços para trabalhar (o que não quer dizer
que tenha que concordar com tudo o que ele faz), ocorre dentro
dele um despertamento forte de afeto por ela, vontade de estar
junto dela, mesmo que ele não use palavras românticas.
E isto é amor do homem.
Se você, mulher, quer receber amor do seu marido de uma
forma que ele não está manifestando, faça
uma experiência agindo como está enumerado abaixo
e veja os resultados:
1) Reconheça a importância de seu marido falando
para ele como uma pessoa de valor. O contrário é
ironizar, debochar, depreciar, desvalorizar o marido.
2) Abra mão de querer controlá-lo. Pare com a
obsessão de querer o afeto dele porque você quer.
Amor não é obsessão.
3) Evite criticá-lo por qualquer coisa que ele faça
ou não faça.
4) Comente sobre o que você aprecia no que ele faz, sendo
honesta.
5) Se ele é fiel, demonstre gratidão a ele por
isto.
6) Se ele consegue liderar sem ser agressivo e autoritário,
fale em como isto ajuda.
7) Elogie o fato de ele não usar palavrões e por
usar palavras carinhosas com você e os filhos.
8) Se ele passa segurança, diga como isto a alegra e
faz bem.
9) Se ele é um homem de fé, fale como é
bom viver com alguém que se dedica também à
vida espiritual num mundo materializado e mau.
10) Tenha coragem de se independer para certas coisas e fazer
algo sozinha sem dar uma de vítima porque ele não
está junto. Uma vida à dois não anula a
individualidade. O amor não iguala todos os desejos e
necessidades de duas pessoas.
Todo homem procura amor e precisa de amor para viver. Mas é
muito mais fácil para os homens procurarem amor através
das coisas que faz, especialmente no trabalho. E se a esposa
ataca o trabalho dele ou a pessoa dele pelo trabalho que ele
faz, ela o estará afastando mais ainda dela, pois como
um marido poderá se sentir atraído para estar
junto da esposa se ela ataca aquilo que é fundamental
em sua vida: a realização profissional? Quando
uma esposa que ama maduramente seu esposo deixa de ficar obsessiva
para obter amor e atenção dele e “dilui”
a busca de amor romântico fazendo outras coisas na vida,
é mais provável que receba dele o amor romântico
que ela precisa (o que pode ser diferente do que ela quer).
Quer atrair seu marido para o amor? Não é usando
roupas íntimas sensuais. Isto atrai para o sexo. Se é
sexo que você quer, então está bem. Mas
mesmo assim, muitos maridos só conseguem ter sexo prazeroso
com mulheres não autoritárias. A não ser
que sejam um cavalo. Então não bastam nestes casos
usar lingerie sensual. Tem que mudar a conduta autoritária
no dia a dia. Sexo pode ser uma manifestação de
amor, mas ele não é o amor que preenche a alma
da pessoa causando paz e integração. Se isto fosse
verdade nossa sociedade estaria cheia de amor ao invés
de violência.
Quer um marido próximo e amoroso? Abandone a posição
de cobradora. Ofereça ajuda sem obsessão para
ajudar. Não fique alimentando a idéia de que “se
eu faço tudo o que você quer, porque você
não se torna o que eu quero”? A maneira de amar
do homem é diferente. Mas ele ama também. Isto
é o amor do homem. Ensine-o a ser romântico ao
invés de cobrá-lo a ser e emburrar, explodir ou
trair. Ele pode aprender.
Fonte: http://www.portalnatural.com.br/mostraMateria.asp?id=254
Autor: Dr. Cesar Vasconcellos de Souza
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