Por Alejandro Bullón
Hoje, abri minha Bíblia para meditar novamente sobre a
vida de um ministro que me inspira enormemente: o apóstolo
Paulo. Foi um pastor como você e como eu. Muitas vezes enfrentou
lutas terríveis em seu trabalho. Em certa ocasião,
ao escrever aos coríntios, declarou-lhes:” Porque
não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da
tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto
foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até
da própria vida” (2 Coríntios 1:8). O que
é isso? Um gigante do Evangelho como Paulo com vontade
de morrer, desesperado em um determinado momento de sua vida?
Certamente foi assim; e isso dá esperança a meu
coração. Se ele, apesar das lutas, conseguiu sair
vitorioso, também eu, em nome de Jesus, posso vencer as
dificuldades que o inimigo muitas vezes coloca em meu caminho.
Qual foi o segredo que levou Paulo à vitória?
Na verdade foram vários. Mas, no momento, permita-me
apresentar-lhe o que ele mesmo escreveu em 2 Coríntios
4:1: “Pelo que, tendo este ministério, segundo
a misericórdia que nos foi feita, não desfaleçamos”.
É verdade que o ministério de Paulo foi muito
parecido com o nosso. Enfrentou lutas terríveis na igreja
por causa de alguns irmãos que não aceitavam sua
autoridade apostólica, sofreu pressões internas,
próprias da natureza pecaminosa que todos temos, defrontou-se
com circunstâncias difíceis nos tempos em que os
meios de transporte praticamente não existiam, e os poucos
disponíveis eram sumamente precários. Apesar disso,
afirmou com convicção: “Não desfaleçamos”.
Segundo o texto, uma das coisas que sustentou o apóstolo
foi a consciência de que seu ministério era glorioso.
Havia-o recebido da parte do mesmo Senhor Jesus Cristo, “segundo
a misericórdia que temos recebido”. Isso significa
que nem você nem eu somos pastores somente porque estudamos
na Faculdade de Teologia, ou porque a junta diretora de um campo
nos estendeu um chamado. Não merecemos nada porque somos
apenas “vasos de barro” (vers. 7). Somos ministros
unicamente pela misericórdia de Deus. Somos pastores
porque Ele, em sua infinita sabedoria, um dia considerou que
poderia nos usar para sua glória e honra; porque nos
amou e porque entre milhares de seres humanos nos separou e
nos confiou uma missão sagrada.
A consciência dessa santidade, essa misericórdia
e essa graça, e a consciência de seu ministério,
fez com que Paulo, nos momentos mais obscuros, tristes e dramáticos
de sua vida, pudesse afirmar: “Não desfaleçamos”.
A pergunta que cada um de nós deve se fazer é:
Eu tenho a consciência clara de que meu ministério
é glorioso? Ou, sou apenas um profissional que trabalha
com coisas espirituais?
Em certa ocasião, um jovem aspirante procurou um pastor
com experiência para confiar-lhe o seguinte: “Estou
passando por terríveis dificuldades, pastor, estou pensando
em renunciar”. A resposta do pastor ancião foi:
“Nem te ocorra isso! Milhares de anjos que rodeiam o trono
de Deus desejariam estar em seu lugar”. E isto é
assim, pastor. Em suas horas de sofrimento e luta, dirija seu
olhar para Jesus, para a sua misericórdia e para a sua
graça; levante a cabeça e diga: “Não
me desanimarei, não desfalecerei”.
Fonte: http://www.ministeriobullon.com
Autor: Alejandro Bullón